Pintainhos

Avatar de António Cabral
Créditos:

Meninos(as) em fila – os pintainhos – e, no termo, outro menino que é o galo. Uma menina, a certa distância – a vizinha. Mais perto, outra menina – a dona. Esta dá um nome a cada pintainho e, seguidamente, diz ao galo:

– Eu vou às compras. Se me deixas roubar este (nomeia o pintainho), nem sei que te faço.

Na sua ausência, a vizinha leva esse pintainho. E o galo canta: e queixa-se:

– Có-có-ró-có-có, que me roubaram o meu (nomeia o pintainho roubado).

Aparece a dona:

– O quê?! Tu deixaste-me roubar o meu… Então, agora, se me deixares roubar este… mato-te, ouviste?

Ausenta-se e vem novamente a vizinha roubar o pintainho indicado. Acaba por lhos roubar todos, menos o galo. A este diz a dona:

– Olha, galo: só me ficaste tu. Se te deixares roubar, nem sei que te faço!

Aparece outra vez a vizinha, mas o galo resiste:

– Có-có-ró-có-có, que me queriam roubar e eu não deixei.

Acorre a dona:

– Assim é que é, valente! Porta-te com juízo que eu já venho.

À terceira vez, o galo é roubado.

– Có-có-ró-có-có, que lá vou eu.

A dona à vizinha:

– Ó vizinha, não viu por aqui os meus pintainhos?
– Não vi, não.

Repara nos meninos acocorados.

– O que é aquilo ali?
– Aquilo são sacos de farinha.
– Olhe, vou deitar uns grãozinhos de milho. Talvez eles apareçam.

Finge espalhar milho pelo chão.

– Piu, piu, piu.

Ouvindo o chamamento e vendo os grãos de milho, os meninos que fazem de pintainhos correm para a menina que faz de dona.

Notas

Jogo recolhido por Maria de Fátima Pereira.