Em vários pontos do país, no fim dos trabalhos rurais prolongados, como a apanha da azeitona e a vindima, era (é cada vez menos) costume os trabalhadores oferecerem um ramo enfeitado aos patrões, aguardando em paga as filhós (em alguns lugares diz-se filhozes – filhó +z +es), bolos fritos, de farinha de trigo e outros ingredientes, como ovos, acompanhados de mais petiscos e bebidas. O sentido lúdico do ramo está no duplo simbolismo: saudação, reconhecimento, festa; e direito a uma recompensa adicional. Também se designam de ramos certos autos populares alusivos ao Natal. Aí, porém, o nome liga-se tanto ao ramo que se depõe no presépio, como às partes em que antigamente se dividia uma peça de teatro, ocorrendo no caso uma sinédoque (o todo pela parte).
