“Nestes dias ninguém se deita” – diz-me o delegado do Inatel nos Açores, vibrando com os costumes carnavalescos da Terceira. As danças e bailinhos são uma prática esfuziante dos três dias de Carnaval. Não se dança apenas, por casas e ruas, mas há também divertidas encenações teatrais cujo tema muda de ano para ano. O sentido lúdico dos terceirenses, bem patente em muitos jogos infantis, de jovens e adultos, comuns aos do continente e enriquecidos de variantes, atinge momentos eufóricos nestes “bailinhos” que são uma forma de recusar o isolamento ilhéu, pela abertura ao espírito do mundo que marulha no fundo ancestral da comunidade.



