Tric-Tric P’ra Esconder

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Créditos:

Este jogo pratica-se, em princípio, num terreno desarborizado e plano, a fim de se permitir a um participante andar de costas, sem um risco especial.

Sorteia-se o jogador que fica na malha, o qual, de costas e de olhos fechados, diz “tric-tric pra esconder”. Nesse instante os outros vão esconder-se, enquanto ele, batendo com um pau no chão, conta até ao número acordado por todos. Terminada a contagem, pousa o pau e vê se consegue descobrir o paradeiro dos outros companheiros, como em qualquer jogo das Escondidas. Se realmente des­cobre um, regressa à malha imediatamente, pega no pau e bate com ele no chão, clamando “tric-tric para fulano”. O descoberto e nomeado fica fora de jogo. Se, porém, algum consegue apoderar-se do pau, antes dele, mesmo que tenha visto, esse tem direito a escapar-se, às arrecuas, sempre de frente para a malha, e ele tem de o transportar às costas até aqui, desde o ponto onde o alcançou.

Se o da malha acabar por transportar os restantes, continua com a mesma tarefa no jogo seguinte. Na hipótese de se livrar de um ou de mais, é aquele ou o último destes que vai para a malha, a seguir.

É assim em Paradas de Cunhos (Vila Real). Em Mesão Frio o jogo chama-se Trinta, por o guarda da malha ter de contar até esse número. Quando algum jogador rouba o pau, tem de gritar “malha roubada”, antes de se afastar, a correr normalmente. O terreno pre­ferido é o acidentado, para dificultar a perseguição do ladrão da malha.

Notas

Colaboração de Maria José T. Cabral.