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Via-sacra

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Os autos da paixão e as vias-sacras, estas quando dramatizadas, sobretudo, revelam aspectos lúdicos. Veja-se o que é hábito no Fundão.

Na “Quinta-Feira Santa, os responsáveis da Misericórdia esperavam, na respectiva igreja, que anoitecesse. Só assim se poderiam abrir as portas para dar início à visita às ermidas. Em seis capelas diferentes, outros tantos quadros da paixão. Na igreja da Misericórdia, representa-se o primeiro. Os qua­dros são escolhidos cada ano, o deste representa a última ceia de Jesus com os apóstolos. Ali também começa a pro­cissão do Senhor da Cana Verde, que levará as pessoas pelos diferentes templos”. “‘Mais do que as palavras falem as ima­gens’, pede o prior quando a procissão começa”. À Câmara Municipal cabe em 1995 a cena da Capela de S. Francisco – o encontro de Jesus com o Cireneu. “Um dos soldados, lança em riste, é sindicalista na vida real. O presidente conta, sor­rindo, que lhe sugeriu que fizesse de conta que estava numa reunião de negociações entre o sindicato e a edilidade. O sol­dado mostra cara de poucos amigos, enquanto ameaça a figura de Cristo1.”

Notas

  1. MARUJO, António – Público Magazine. (30 Abril. 1995). ↩︎

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