É um jogo praticado apenas por raparigas e mulheres, habituadas, no dia a dia, a transportar, à cabeça, os cântaros de água.
Este jogo está a entrar progressivamente em desuso, uma vez que, felizmente, as nossas aldeias vão sendo dotadas de água ao domicílio.
Exige uma postura correcta, grande equilíbrio e agilidade.
A corrida de cântaros é, geralmente, realizada nas ruas principais das aldeias, numa distância previamente combinada.
Dado o sinal de partida, zás!… Correm aqui, marcham acolá, procurando atingir a linha de chegada. Para além da velocidade, são necessários prodígios de equilíbrio para não deixar cair o cântaro. Alguns vão ficando pelo caminho, cacos aguados no meio da poeira das ruas.
Em suma, trata-se de uma corrida com cântaros à cabeça, meios de água e colocados sobre “molides” ou “rodilhas” para proteger a cabeça e ajudar a equilibrar a vasilha. As concorrentes que segurarem o cântaro ou o deixarem cair durante o percurso são desclassificadas.
Em certas aldeias é usual quebrar propositadamente o cântaro após a passagem da linha de chegada. É uma manifestação de vitória e de alegria.



