Uma rapariguinha que tenha saia rodada entra para o meio de uma roda de crianças. Estas pegam-lhe na beira da saia. A primeira é a Condessa e as restantes as filhas da Condessa. Em torno da roda, das crianças, anda um menino que faz de Cavalheiro, cantando:
Condessa, ó Condessinha,
Condessa de Aragão,
venho-lhe pedir as filhas
das mais lindas que elas são.
A Condessa responde:
Não te dou as minhas filhas,
nem por ouro nem por prata,
nem por sangue de leão,
nem por sangue de lagarta.
O Cavalheiro:
Oh que tão alegre vinha!
Tão triste me vim achar!
Vim pedir filha à Condessa:
Condessa não ma quis dar.
A Condessa:
Volta atrás, ó Cavalheiro,
se queres ser homem de bem.
Dou-te uma das minhas filhas,
se ma estimares bem.
Então, o Cavalheiro, passando a mão por cima das filhas da Condessa, diz:
Estimo, estimarei,
sentada numa almofada,
fiando continhas de ouro…
Salta pra cá, minha esposada.
A menina em cuja cabeça passar a mão do Cavalheiro quando disse o último verso é levada por ele. Passará a acompanhá-lo, até que leve todas as filhas da Condessa, segundo o processo anterior.

