Faz-se uma roda de várias pessoas, que terão as mãos juntas, ao pé do peito. Uma delas, voluntariamente ou por sorteio, põe um botão de flor (substituível por um anel ou uma moeda) entre as suas mãos, também juntas, e começa a andar pela roda colocando as mãos sobre as dos participantes, que se abrem ligeiramente, e dizendo:
Oh botão,
botão de flor,
das minhas mãos
pràs do meu amor.
A lengalenga repete-se até ser dada uma volta completa. Em princípio, cada verso dá para passar as mãos pelas de duas pessoas. Aquela que tem o botão deixa-o cair entre as mãos de quem entender, disfarçando o facto tanto quanto puder, o mesmo sucedendo com quem o receber.
Completada a volta, o participante que andou com o botão pergunta a um dos outros: “Quem tem o botão?” Perguntará por anel ou moeda, se for caso disso. A pessoa interpelada tenta adivinhar. Adivinhando, vai ela com o botão, procedendo como a anterior; não adivinhando, tem de dar uma prendinha (relógio, isqueiro, alfinete, etc.), que esta introduz no bolso ou põe ali perto em lugar oculto.
Quando todos os jogadores tiverem dado uma prenda (reembolsável, claro está), o último a andar com o botão pega numa de forma que ninguém veja, e pergunta a um dos da roda:
Ó senhor sentenciador,
que degredo dá ao dono deste penhor,
seja lá ele quem for?
A pessoa a quem a pergunta foi feita dá, então, a sentença, que, no caso de a prendinha ser sua, pode atingi-la a ela própria. As sentenças usuais são: cantar de galo, dar um beijo a alguém, andar de gatas à volta de uma mesa, etc. O jogo termina quando todos tiverem cumprido a sentença.
