Duas fasquias leves mas resistentes de cerca de dois metros de comprimento cada uma, com três alças de lona, cabedal ou tecido elasticizado onde entre bem o pé. Uma alça próxima de cada ponta e outra no meio.
As fasquias colocam-se lado a lado, ligeiramente separadas, e os concorrentes enfiam os pés nas alças, movendo alternadamente as tábuas para a frente, o mais depressa que lhes for possível.
Se houver mais pares de fasquias (ou esquis), a corrida de grupos concorrentes é simultânea; havendo só um par, regista-se o tempo demorado a atingir uma meta, a fim de apurar os vencedores.
Em Tróia (Agosto de 1989), perguntei a Sesinando Pereira, professor de Educação Física, como se chamava e de que região provinha este jogo que ali se fazia juntamente com outros e que já presenciara interessadamente no ano anterior. Respondeu que tinha sido ideia sua e lhe chamava Ski.
O jogo, que imita o Ski desportivo ou a partir de antigas e mais rudes formas por ele é imitado, é bonito e cria imediatamente adesão. Pergunta-se: dada a sua origem ou versão actualizada, será este um jogo popular? Sim, pela adesão que desperta, pela simplicidade de meios e de regras e pela expansão fácil e natural. Reúne de facto as condições para se popularizar, cada vez mais.