Apanhada

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Dois grupos de crianças. Para os grupos se constituírem procede-se, como na maior parte dos casos: dois participantes colocam-se a uma distância, um do outro, de cerca de três metros e, alternadamente, avançam, colocando cada qual um pé em frente do outro, de forma a tocarem-se; o primeiro a tocar com o seu pé no do adversário começa a escolher um jogador, para o outro escolher em seguida e assim, alternadamente, até serem escolhidos todos os participantes. Em seguida, escolhe-se, segundo o mesmo processo, a equipa que apanha e a equipa que foge.

A que foge fica ali dentro de uma casa – um círculo no chão -, enquanto a outra se espalha pelo terreno. A cerca de vinte e cinco metros da casa há uma prisão que tanto pode ser um círculo no chão como no muro ou poste.

A equipa que foge tem, então, de abandonar a casa (pelo menos alguns jogadores) e fugir pelo terreno, sendo os seus elementos perseguidos pelos adversários. O que for apanhado vai para a prisão, donde pode ser libertado por um companheiro livre que lhe toque.

Quando a equipa que apanha tiver todos os adversários presos, invertem-se as posições, podendo mesmo proceder-se a nova escolha.

Notas

Num intervalo de aulas, vi jogar este jogo no recreio da Escola Carvalho Araújo, em Vila Real (11 de Janeiro de 1983). Tempo frigidíssimo e as crianças movimentavam-se bem. Perguntei a uma delas (média de sete anos) quem lhes tinha ensinado o jogo. “Fomos nós que inventámos”, respondeu. Duvidei e informei-me junto de um colega seu. “Fomos nós que inventámos, pois”, insistiu, como para dissipar as minhas dúvidas.