Um quadrado de papel liso com cerca de 20 cm de lado. Dobram-se os quatro cantos sobre uma das faces, de forma a obter um novo quadrado. Voltam a dobrar-se os cantos sobre a face oposta, obtendo-se também um quadrado, e em cada um dos triângulos demarcados pelas dobras escreve-se o nome de uma cor, por exemplo: azul, amarelo, verde, laranja, preto, cinzento, branco, vermelho. Na face oposta de cada um desses triângulos escreve-se, por exemplo (seguimos neste caso a ordem das cores): limpa, bonita, feia, preguiçosa, tola, encantadora, malandra, suja. Seguidamente, dobra-se um lado do quadrado sobre o outro, ficando os nomes das cores encostados. Neste caso, o vermelho juntar-se-á ao preto, o amarelo ao verde, etc. Introduzem-se, depois, os dedos polegar e indicador de cada mão sob as abas exteriores. O bico de galo está feito e pronto a ser manipulado.
A criança que tem nas mãos o bico do galo pergunta à outra:
— Quantas bicadas me dás?
A criança interpelada pode dizer o número que entender, embora não muito alto. Imaginemos que diz:
— Sete.
Sendo assim, a dona do bico de galo manobra este da seguinte forma: primeiro une os polegares e indicadores, pelas pontas, sob as abas do papel; depois, estica os polegares para um lado e os indicadores para o outro ou os dois dedos de cada mão em sentida oposto, fazendo esses movimentos, alternadamente, sete vezes. Se repararmos bem, cada movimento imprime ao brinquedo uma forma semelhante a um bico de galo.
No final de sete aberturas, ficam à vista os nomes de quatro cores, olhando-os de cima. Uma das duas hipóteses, quanto às cores registadas, é: amarelo, verde, cinzento e branco. A dona pergunta então, à sua amiga qual dessas cores escolhe. Imaginemos que ela diz:
— Verde.
A menina que manipula o papel tira os dedos das casinhas feitas sob as abas, abre o papel, de modo a deixar expostas todas as cores, levanta o triângulo do verde, sob o qual está escrita a palavra “feia” e diz, com um sorriso:
— És feia.
Em vez de nomes de cores, as meninas podem usar outros, como de frutos, de cidades, de rapazes, etc. É vulgar escolherem os nomes de rapazes, sob os quais escrevem as frases que lhes vêm à cabeça: não te liga, é bruto, está apaixonado por ti, etc.
Eis um jogo divertido, que dá sempre para rir e mostra inclusivamente as inclinações das crianças.