Há alguém que não tenha lançado de um canudinho uma bola de sabão? Quem resiste ao seu encanto, a tanta beleza frágil que voa no ar e no sonho?
Basta uma palha, com uma das extremidades fendida em quatro ou um pequeno tubo de cana de foguete. Molha-se a extremidade em água de sabão e sopra-se levemente do outro lado. Eis a bolinha colorida, maravilhosa, pequena ou grande, conforme o sopro.
Há artifícios para obter das bolas de sabão efeitos surpreendentes. Indicamos dois deles.
“As bolas de sabão dançam por vezes, se as “ensinarmos”. Aproxima-se de um objecto carregado de electricidade estática, por exemplo, um pedaço de papel forte, bem seco, que se esfrega com energia com um pedaço de feltro ou com uma escova dura, a fim de o electrizar. Com a mão, mantém-se este pedaço de papel por cima do canudo de palha, no qual se sopra para formar as bolas. Estas alongam-se, devido à atracção eléctrica, tomam a configuração de um ovo, elevam-se imediatamente como balões cheios de gás. Deslocando o papel com movimentos rápidos pode-se pôr em movimento todas as bolas, e organizar uma espécie de bailado. Tom Tit assinala igualmente a possibilidade de formar finos cristais numa bola, se esta se eleva ao ar livre, numa atmosfera muito fria. A bola torna-se pouco a pouco semelhante a uma gruta coberta de geada, a um palácio maravilhoso povoado de estalactites e de estalagmites”1.
Notas
- ALLEAU, René – Dicionário de jogos. Porto: Editorial Inova, 1973. Pp. 64-6 ↩︎