Segundo António Prista, é um dos jogos mais do gosto de adolescentes e mesmo crianças de cidades moçambicanas. Em frente um do outro, como no fandango, duas pessoas dançam, exibindo as suas habilidades, por vezes freneticamente entre duas filas de assistentes que vão batendo palmas.
Eis um sucedâneo das danças rituais tão do gosto dos povos africanos. O impulso lúdico manifesta-se em movimentos rítmicos, trejeitos e meneios, cuja continuidade, tocada de tendências hereditárias e apelos do inconsciente, gera uma excitação psicossomática que atinge o frenesi. Como se longínquos vendavais rumorejassem no rosto dos dançarinos e o fogo sagrado de velhas divindades se lhes perpetuasse no sangue.
De notar que os jogos de movimento em Moçambique são frequentemente acompanhados de música e dança.



