Sorriso

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Jogadores em roda. Um tem o sorriso e, para o enviar a outro jogador, tem de fechar a boca com a mão, fazendo o gesto de o apa­nhar e, a seguir, de o atirar. A partir desse momento, ficará sério, ao contrário daquele que recebeu o sorriso: esse deve mostrar um ar alegre, enviando o sorriso a outro, à semelhança do jogador ante­rior. São eliminados todos os que riam ou sorriam, sem estarem de posse do sorriso.

Aqui está um jogo a que poderíamos chamar filosófico. Só terá direito a sorrir aquele que no jogo da vida tem a chama do sorriso em seu poder? Será o sorriso, a sua chama ou oportunidade, fruto de um acaso ou de uma conquista? A lição deste jogo infantil é, pelo menos, esta: o sorriso é uma dádiva.