“Em tempo de globalizações a cultura que identifica as comunidades está de facto ameaçada. Que futuro para ela? Remédios? (…) Para já, é urgente tomar boa consciência da nossa identidade comunitária, uma identidade que só se cumprirá, abrindo-se às outras, em nome da liberdade racional, sem entrar em conflitos desestabilizantes. Mas é também necessário reconhecer que, se uma prática lúdica envelheceu, por não se adequar ao movimento da história, pouco ou nada há a fazer. Pode ressurgir, um dia. Pode. O futuro é imprevisível, embora seja necessário acentuá-lo: ele depende de nós. A cultura não é globalizável.”
António Cabral






