Os participantes juntam-se em roda de uma bola pousada no chão. Sorteia-se o que vai ficar de guarda-bola. O que “fica” debruça-se então sobre a bola, fecha os olhos e conta até cinquenta e um, em voz alta, enquanto os restantes se escondem. Finda a contagem, tenta descobrir o paradeiro de cada um deles e, apenas descubra um, regressa para tocar na bola, isto é, “bate malha”, dizendo alto o nome dele, à semelhança do que acontece no jogo das Escondidas ou Rou-Rou. O jogador de quem o guarda-bola “bate malha” em primeiro lugar é o que fica de guarda no jogo seguinte. Entretanto, se um dos escondidos ilude a vigilância do guarda e chuta a bola, introduz no divertimento todos aqueles que foram sendo eliminados. Particularidade a registar é a de que, no recomeço, com a repescagem dos eliminados, não se procede à contagem até cinquenta e um, podendo o guarda-bola “bater malha” dos outros, mesmo enquanto se dirigem para o esconderijo.
Notas
Recolha feita em Varge, Vila Real, com a ajuda de Euclides Carquejo.