Como a Argola em Garrafa, este pratica-se também em barracas de feira e romaria. Em vez de garrafas, dispõem-se em pirâmide alinhada de frente para o jogador seis latas iguais de cerveja ou de qualquer refrigerante, mas vazias. Dantes, quando as bebidas se apresentavam só em garrafas de vidro, usavam-se latas de outros produtos, adquiridas numa venda.
O jogador utiliza uma pequena bola trapeira, comprando ao dono da barraca o direito de a lançar contra a pirâmide, uma ou mais vezes, distanciado em cerca de cinco metros. O objectivo é derrubar todas as latas, fazendo-as tombar da mesa abaixo, para o lado de trás. Se o conseguir, ganha um prémio, à sua escolha, entre os que estão expostos para o efeito.
Eis um interessante jogo de pontaria originado nos inúmeros jogos de rapazes que gostam de atirar pedras contra qualquer objecto: lata velha, sino, poste, etc., quando não um pássaro ou um cão. Os freudianos chamariam a este um jogo tanático, pelo que significa de atentado contra a harmonia e a vida. Mas não lhe poderíamos chamar também jogo erótico, pelo que nele se realiza de procura hedonística da harmonia pessoal?
