Aro

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Consiste em introduzir uma bola num aro de ferro, afastando, se possível, a do adversário. Fazem-se três linhas no terreno, paralelas, e equidistantes; a primeira é a do aro; a segunda chama­-se linha de arraia; e a terceira é a do lançamento. O aro é enter­rado de modo a permitir a sua rotação. Joga-se com uma vara, chamada palheta, segurando-a pela ponta. A bola é de madeira. Intervêm geralmente dois jogadores.

O Aro é semelhante ao da Estremadura. “Jogo ainda há poucos anos praticado na aldeia de S. Mamede de Machede (Évora). Encontra-se documentado iconograficamente num quadro pintado a óleo existente na Sé de Évora, onde são representados dois jovens fidalgos a jogar.

Alguns termos relacionados com este jogo: – Linha do cabo ou arraia: único limite do terreno de jogo; – Toque em buque:· introdução da própria bola na boca do aro, batendo previamente na do adversário (para que este toque seja válido, é necessária a autorização do adversário); – Toque de cula: bola introduzida pela parte de trás do aro; – Emborcada: colocação da bola no primeiro lançamento à mão à boca do aro; – Anhas: transportar a bola à mão junto ao aro e após marcação de uma palheta de distância deixa-se rolar a bola sobre ela; Colar: introduzir a bola pela boca do aro; Venena: colocação da bola de forma a tapar a boca do aro impedindo o colar do adversário1.”

  1. Catálogo da Exposição “O Jogo Tradicional”, sob a coordenação de José Conde, Évora, 21 de Setembro a 8 de Outubro de 1995. ↩︎