Balança

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Créditos:

Uma caixa de madeira arredondada na parte inferior para permitir as oscilações. Um dos lados da caixa é elevado e tem um buraco para permitir a entrada das bolas de trapos: dez. Participam dois elementos em cada jogo.

Enquanto um jogador (defesa) se coloca em cima da caixa e, com o corpo, provoca oscilações laterais para mudar a posição do buraco, o outro vai atirando as bolas, tentando introduzi-las nesse buraco. Esgotadas as bolas, os jogadores trocam de posição. Sairá vencedor aquele que conseguir introduzir maior número de bolas.

O autor deste livro esteve em Tomar e, achando graça a este jogo, perguntou a Fernando Graça, do Clube de Actividades de Lazer e Manutenção, de onde tinha vindo a Balança. Ele sorriu e disse: é preciso inventar alguma coisa… Era ele mesmo o inventor do jogo que as crianças procuravam especialmente. Um jogo que, sem ser tradicional, ali mesmo se popularizava. Registe-se que o mesmo animador cultural criou um outro jogo que fez sucesso na XXXVIII Feira do Ribatejo (Junho/1991, em Santarém): a Corrida de Caracóis. No interior de uma gamela de madeira cravam-se seis varas (altura aproximada de 30 cm, cada uma), equidistantes e em linha. Despeja-se aí uma boa quantidade de caracóis que, como se sabe, não gostam de estar amontoados, mas não podem sair da gamela cujos bordos têm uma pequena camada de sal. O primeiro caracol a trepar ao cimo de uma vara é o vencedor. Os adultos começaram já a aproveitar o jogo para apostar em dinheiro: basta numerar as varas, claro.

Notas

Vide caderno da lI Feira Nacional do Jogo, Tomar, Junho de 1989.