Jogo para rapazes e raparigas que têm cada qual um berlinde. No chão de terra abre-se uma cova, a poça, distanciada em três passos, mais ou menos, da linha de lançamento, o calhadouro.
Segue-se a descrição que figura num caderno da Associação Projecto, de Vizela (1988).
“O jogo inicia-se com o lançamento do berlinde, de trás do calhadouro, em direcção à poça, lançamento este feito por todos os jogadores. Aquele que o meter no buraco ou, no caso de ninguém ter conseguido, o ter mais perto daquele buraco é quem escolhe o parceiro e inicia o jogo (este é jogado aos pares, mas podendo também ser a singulares).
Em seguida, o jogo terá início, verdadeiramente, e, se alguém conseguir meter o berlinde na poça, ganha dois pontos; se não conseguir, deixa-o ficar no local onde parou e joga o seu parceiro. Este poderá atirar o berlinde: em direcção à poça — dois pontos: em direcção do berlinde do companheiro — três pontos.
Estes pontos, se se concretizar o lançamento; caso contrário deixa de jogar e entra em acção o jogador da equipa contrária. E o jogo desenrola-se de igual modo.
Quando, novamente, jogar o primeiro par, o que inicia a jogada é o que tiver o berlinde mais perto de casa. Então, medindo um palmo com uma das mãos, lança-o com a outra em direcção da cova ou do berlinde do parceiro. A valorização dos lançamentos continua a ser a mesma.
A vitória cabe à equipa ou jogador que primeiro totalizar trinta pontos.”
