Jogo recolhido em Fonte Arcada, Sernancelhe, com a ajuda de Lucília Mendonça. É uma espécie de jogo do Burro. A caixa tem a seguinte planta:


Jogadores em número par, a fim de se constituírem duas equipas. Cinco moedas que cada jogador lança sucessivamente para a caixa que tem um resguardo para elas não caírem atrás. A tampa é móvel, pois tem de ser levantada, ao fim de cada série de lançamentos de um jogador, para a contagem dos pontos. Estes estão assinalados em cada quadrícula que tem um orifício onde as moedas, caindo, pontuam. Os três orifícios superiores são surpresa e só o juiz do jogo sabe o que cada um deles em particular significa. O juiz, a coberto dos participantes, põe uma rolha de cortiça por baixo de cada um desses buracos, escrevendo numa delas um D (dobra a pontuação das cinco moedas), na outra um p (perde a pontuação dessas moedas) e nas restantes um P (perde toda a pontuação obtida nessa e nas jogadas anteriores). Após cada jogada (cinco moedas), o juiz pode mudar as rolhas.
As moedas de cada jogador mantêm-se na caixa até lançar a última. Uma delas pode vir a cair num buraco e pontua. Para além destas regras fixas, há as chamadas regras do último. Este, após uma série de lançamentos, pode mudar a caixota para mais perto ou mais longe, para um ponto mais elevado ou não. Pode mesmo obrigar os outros a jogar com a mão contrária, o que ele também tem de cumprir, e alterar a ordem de participação. Por último entende-se o que, ao fim de uma série de lançamentos ou das séries previamente combinadas, tem menos pontos. O jogo termina quando um jogador, ou dois, ou uma equipa obtiver mil pontos.
