Salto ao Eixo

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Como em todos os jogos do Eixo, enquanto uns jogadores incli­nam a cabeça, dobrando as costas, outros vão saltando. Esta variante, também de Vilar de Maçada, regista-se, em atenção à len­galenga:

Um por um.
Dois por dois.
Três plasdrês.
Quatro, belo arroz faz um prato.
Cinco, Maria do brinco.
Seis, Maria dos Reis.
Sete, vai ao diabo que te espete a folha do meu canivete.
Oito, merda pra ti e pra mim biscoito.
Nove, dar a esmola ao pobre.
Dez, tira a carrapatinha dos pés, falta-te a albarda, que burro já és.
Onze, sinos de Mafra, sinos de bronze.
Doze, rebordoze, dez e quatro são catorze.

Às vezes, é colocada uma boina nas costas do elemento debruçado, perguntando o que salta:

— Queres que a leve ou que a deixe?

Executa conforme a resposta.

Há localidades em que os dizeres do número dez são, respecti­vamente, para o saltador e para o outro:

— Dez e dez vinte.

Vai ao burro que te pinte.

— Já lá fui: não me pintou.

Merda pra quem me lá mandou.