Crianças de mãos dadas, em roda. Dentro, a Maria, curvada, a riscar o chão com um pauzinho. Fora, outra criança que gira em torno da roda, atirando pequenos gravetos à Maria que aqui vai respondendo às suas perguntas.
— Maria, onde está o meu bolo?
— Estou a acender o lume.
— Maria, onde está o meu bolo?
— Estou a aquecer o forno.
A pergunta repete-se e a Maria continua a dar respostas: estou a aquecer a água, estou a amassar o pão, estou a metê-lo no forno, estou a tapar-lhe a porta, etc. Pode dar outras respostas dilatórias até que diz:
— Estou a prová-lo e está bem bom.
É o momento em que se levanta e salta para fora da roda, sendo perseguida pelo inquiridor, na mira de lhe bater. Tem ela como solução beliscar um dos da roda, continuando a correr, até entrar no lugar deste que, entretanto persegue o primeiro, o qual adopta a solução de Maria (prolongando-se as perseguições) ou entra para o meio da roda, como refúgio, pondo termo ao jogo.


